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segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Hora de discutir a relação...

- Vai, enfia no meu cuzinho! 
 
- Tô tentando. 
 
- Como assim tá tentando? 
 
- É que não tá bem duro. 
 
- Não tá bem duro? Vinte anos me enchendo o saco, pedindo: 
"Deixa eu botar no seu cuzinho" e quando eu deixo você me diz que não 
tá bem duro? 
 
- Acho que foi a emoção. Deixa eu tentar de novo. 
 
- Então, vem, mete tudo! 
 
- Eu tô quase conseguindo. Abre um pouquinho.
 
- Abrir o quê? 
 
- O cuzinho. 
 
- Mas você sempre disse que queria botar no cu porque era mais apertado 
e agora me pede pra abrir? 
 
- Como é que eu vou abrir o meu cu? 
 
- Relaxando, porra! 
 
- Eu tô relaxada até demais. Você é que tá nervoso com a sua meia bomba. 
 
- O que é isso? Onde você aprendeu a falar assim? 
 
- Falar o quê? Meia bomba? Todo mundo fala meia bomba! 
 
- Não a minha esposa. Isso é coisa de mulher que tem amante. 
 
- Pois fique sabendo que eu já falava meia bomba muito antes de ter um 
amante. 
 
- O quê? Você tem um amante? 
 
- É isso aí. Tá mais do que na hora de botar as cartas na mesa. 
Nosso casamento já era. 
 
- Você enlouqueceu? Que papo é esse de uma hora pra outra? 
 
- De uma hora pra outra, nada! A gente sabe que o nosso casamento é 
um defunto que esqueceu de cair. Nossa filha já tem dezoito anos e eu 
vou embora com ela. 
 
- Não vai embora porra nenhuma. Primeiro vai me explicar: que história 
é essa de amante? Há quanto tempo você tem um amante? 
 
- Dois meses. 
 
- É o primeiro? 
 
- É. 
 
- Você deu o cu pra ele? 
 
- Dei. 
 
- Ah! Então é por isso que depois de vinte anos você resolveu liberar pra mim? 
 
- É! É isso! Agora com licença que eu vou me mandar. 
 
- Espera! Isso não pode acabar assim. 
 
- Pode e vai. O nosso casamento já era. 
 
- Não. Eu tô falando do seu cu. 
 
- O que tem o meu cu? 
 
- Eu quero comer. Depois de vinte anos eu tenho direito. 
 
- De que jeito você vai comer o meu cu? Você tá broxa. 
 
- Broxa, não, hein!? Sou corno, mas não sou broxa! 
 
- Você? Corno? Corno que corneia não é corno. 
 
- Quem disse que eu te corneio? 
 
- Cinismo numa hora dessas? Já não bastam os vinte anos de hipocrisia que 
passamos nesse quarto? 
 
- Tudo bem. Eu admito. Eu arrumei uma amante nos últimos meses. 
 
- Nos últimos meses? Você tem um caso com essa mulher há anos. 
Eu sei, nossa filha sabe, o namorado da nossa filha sabe, todo mundo sabe. 
 
- Ah! E eu sou sempre o último a saber o que vocês sabem! 
 
- Essa é boa! Você é a vítima agora. Pelo menos ela te dava o cu? 
 
- Não. 
 
- Puta, mas tu é azarado, hein? 
 
- Ah, é? Então fica de quatro que eu vou te mostrar o azarado. 
 
- Pronto! Tô de quatro. Vem logo. 
 
- Com terrorismo não vai dar. Você bem que podia gemer um pouquinho. 
 
- Ai, meu Deus! Tá bom, então. Fode o meu cuzinho. Vem, enfia essa pica 
grossa no meu rabo. Eu quero sentir esse caralhão me arregaçando. Vem! 
 
- Você fala essas coisas pro seu amante? 
 
- Escuta aqui! Come logo essa porra desse cu que eu preciso ir embora. 
 
- Ah, é assim? Tá de encontro marcado com o amante? 
 
- Vai querer ou não? 
 
- Tá bom. Tá bom. É que tá seco. Você bem que podia dar uma chupadinha. 
 
- Eu é que não vou chupar essa lombriga mole. Dá uma cuspida e vai logo. 
 
- Olha, vamos combinar uma coisa. Você vai preparando as suas malas 
enquanto eu relaxo um pouquinho. Depois você volta aqui e a gente liqüida 
a fatura. 
 
- Minhas malas já estão prontas. 
 
- Porra! Me apunhalando pelas costas! 
 
- Pobre vítima indefesa! Agora com licença que eu tenho que ir embora. 
 
- Espera. A gente precisa discutir melhor a nossa relação. 
 
- Não me faça rir. 
 
- A gente tem muitas responsabilidades em comum. 
 
- Por exemplo? 
 
- Por exemplo a educação da nossa filha. 
 
- Você nunca se preocupou com isso. 
 
- Nunca é tarde pra começar. Ela já tá uma moça e tem um comportamento 
que me deixa cheio de dúvidas. 
 
- Que dúvidas? 
 
- Será que a nossa filha dá o cu pro namorado? 
 
- Ah! Vá se foder! Tchau!

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